Como em Concurso Público Podemos Identificar Nos Estudos Nossos Pontos Fortes e Fracos

Todos tem pontos fortes e fracos em quaisquer áreas da vida. Nos estudos é a mesma coisa: há matérias com as quais nos identificamos melhor ou temos maior facilidade de compreensão e outras que se tornam um verdadeiro desafio. Há ainda competências e habilidades específicas que adquirimos ao longo da vida e fraquezas com as quais devemos ter muita atenção. Aprenda agora a identificar seus pontos fortes e fracos para um melhor preparo para concursos públicos.

 Estudar para concursos público com matriz SWOT

SWOT1

Esta ferramenta é muito usada no contexto administrativo, em estratégias corporativas, em marketing e até mesmo em processos de Coaching, e pode ser muito bem adaptada às suas metas de estudo em concursos públicos. Com a matriz SWOT, você pode identificar suas forças (pontos fortes), fraquezas (pontos fracos), oportunidades e possíveis ameaças:

  • As forças são aqueles atributos positivos que você já sabe que tem. Estão sob o seu controle e você sempre pode recorrer a eles. Elas devem ser mantidas;
  • As fraquezas até podem ser qualidades em outros contextos, e desta forma, não podem ser vistas como algo ruim, mesmo que se apresentem como dificuldades, elas estão sob o seu controle e podem ser transformadas. Assim, seus pontos fracos merecem mais atenção;
  • As oportunidades são sempre externas. São fatores atrativos que servem de apoio ou vantagens que estão à sua disposição. Devem ser construídas ou aproveitadas;
  • As ameaças também são sempre externas e nem sempre são reais. Para preveni-las ou combatê-las, é preciso fazer um plano de contingência. Devem ser gerenciadas e combatidas;

Reconhecendo suas fraquezas e fortalezas

Faça uma boa análise de onde você quer chegar: qual o cargo pretendido no concurso público? Quanto tempo você tem antes da prova? Quanto tempo você dispõe para estudar?

Depois que analisar sua meta, é importante saber como irá lidar com seus objetivos – você pode colocar essa análise em um papel – serve para iniciar um planejamento de seus estudos:

  • Fortalezas:O que você sente bem em realizar, estudar ou se preparar no processo do concurso público? Quais seus recursos únicos (que dependem só de você) com os quais pode contar? Quais os pontos fortes que reconhece em você? Quais os pontos fortes que outras pessoas reconhecem em você? Faça uma lista, alinhando estas competências com o conteúdo que precisa estudar.
  • Fraquezas:O que terminantemente você precisa melhorar? Quais as matérias com as quais não se sente muito bem em estudar? Quais as disciplinas ou assuntos e uma matéria que menos conhecimento ou prática você tem? Em que você acha que deve melhorar? Quais fraquezas que outras pessoas já disseram que você tem (críticas)? Alinhe o conteúdo mais problemático com as suas fraquezas.
  • Oportunidades:Quais as oportunidades que você consegue perceber que estão à sua disposição e que contribuem para seus estudos? Quais as tendências que você pode aproveitar? Quais fortalezas você pode transformar em oportunidades de mudança de seus pontos fracos? Pessoas, materiais, cursos, tempo e quaisquer recursos contam.
  • Ameaças:Quais as tendências, hábitos e crenças sobre os seus estudos que podem lhe afetar neste processo de estudo? Quais destas fraquezas pode ser uma ameaça real que impeça de alcançar a sua meta? O que as pessoas geralmente fazem para superar estes desafios? O que você já fez no passado para se prevenir das ameaças e desafios de um concurso público? O que você pode fazer hoje para evitá-las?

Você pode ver que as oportunidades podem ser decisivas na potencialização dos pontos fortes e para compreender e transformar seus pontos mais fracos. As ameaças muitas vezes só se efetivam quando o estudante não consegue perceber suas fraquezas.

Na matriz SWOT, há o estudante que, mesmo que não tenha controle sobre as suas oportunidades e ameaças, pode usá-las para transformar seus pontos fracos e fortes. Conhecendo melhor suas competências e dificuldades, terá mais condições de passar no concurso público tão desejado!

 

Como “Chutar” Certo Em Provas de Concurso Público

Chutar na provas de concurso

Aprenda algumas técnicas de como “chutar” em questões de provas de concursos e aumente suas chances de passar!

Você sabia que existe algumas técnicas que podem fazer um candidato acertar muito mais questões mesmo quando não se sabe a resposta? Pois é, o famoso “chute” que muita gente pratica por aí nas provas pode ter uma probabilidade de acerto muito maior caso os candidatos utilizem algumas dicas simples ao invés de simplesmente chutar ao acaso.

Estatisticamente falando, passar em um concurso público chutando todas as questões ao acaso é muito mais difícil do que acertar os números da loteria, então nem tente isso.
É claro que o ideal é que o candidato esteja sempre muito bem preparado para que saiba responder todas as questões, este é o cenário ideal, no entanto sabemos que isto é muito difícil de acontecer.

Quase sempre tem uma ou outra questão que não fazemos a menor ideai de qual resposta é a certa e nesses casos não resta outra alternativa a não ser chutar mesmo. Aí entra as dicas da técnica do chute, que ajudam a aumentar bastante à probabilidade de acerto.

Veja algumas dicas:

1º Dica – Eliminação

Primeiramente o candidato deve verificar se existe alguma questão com uma resposta absurda ou visivelmente errada, pode parecer simples, mas isso aumenta muito a sua probabilidade de acertar. Por exemplo: em uma questão com 5 alternativas, a probabilidade de acerto é de 20%, caso seja eliminado apenas uma alternativa a probabilidade já aumenta para 25%.

2º Dica – Repetição

Verifique se há respostas que se repetem, caso existam, estas tendem a ser as corretas. Por exemplo:
A) Cachorro e Cavalo
B) Vaca e Gato
C) Gato e Cachorro
D) Gato e Macaco
E) Cachorro e Macaco
Note que as palavras Gato e Cachorro aparecem mais vezes em todas as alternativas, então provavelmente a resposta correta é a C, pois reúne as palavras mais citadas.

3º Dica – Semelhança

Geralmente o examinador tende a tentar confundir o candidato colocando alternativas parecidas ou próximas da resposta correta. Com isso as alternativas que são muito semelhantes a outras provavelmente conterão a alternativa correta. Por exemplo:
A) 10,8
B) 15,2
C) 15,5
D) 18,2
E) 20,5
Nesse caso a alternativa B é semelhante ou próxima da C, então provavelmente uma das duas é a correta.

4º Dica – Generalização

Desconfie de toda alternativa que generaliza um determinado assunto, aqui vale a máxima que toda regra tem a sua exceção, quando houver alternativas desse tipo elas tem maior probabilidade de estarem erradas. Segue alguns exemplos de palavras que generalizam assuntos: nunca, jamais, sempre, completamente, incondicional, ninguém, todos, definitivamente e total.

5º Dica – Distribuição

Essa dica não é tão eficiente quanto as primeiras, mas pode ajudar em alguns casos. Estatisticamente, a banca examinadora tende a distribuir igualmente as respostas conforme a quantidade de alternativas e questões da prova. Por exemplo, se cada questão contém 5 alternativas e a prova contém 50 questões, provavelmente o examinador colocará 10 alternativas A, 10 B, 10 C, 10 D e 10 E. Então, quando for chutar, vale a pena contar quantas respostas já foram assinaladas para cada alternativa, a que tiver menos respostas deve ser o palpite. Mas caso tenha já muitas respostas erradas na prova, essa dica não funcionará bem.

Essas 5 dicas são comprovadamente eficientes, pois quando são aplicadas, aumentam muito a probabilidade de acertos ao invés de chutar sem nenhum critério. As próximas duas dicas não são baseadas em fundamentos estatísticos comprovados, mas existem muitos boatos que elas também funcionam:

6º Dica – Letra A

Muito se diz que o examinador que está elaborando a questão não gosta de colocar a resposta logo na primeira alternativa, pois dá a impressão que está facilitando muito a vida do candidato, então segundo essa teoria na dúvida não chute na A.

7º Dica – Letra C

Ao contrário da letra A, dizem que geralmente o examinador tem a tendência de colocar mais respostas C, então na dúvida deve sempre optar por ela, além disso,  os mais religiosos e supersticiosos acreditam que a letra C, por ser a primeira letra de Cristo, pode ajudar a quem precisa e merece.

Bom, estatísticas e boatos a parte, estude sempre para não ter que precisar chutar, mas se precisar chutar, saiba chutar bem!

Boa Sorte e Muito Sucesso!

 

 

 

 

Treinando Para Concurso Público – Treinamento, Adaptação e Automação

Atleta treinandoTreinamento, Adaptação e Automação

Imagine um atleta que só treina uma vez por semana e resolve encarar uma competição nacional contra centenas de competidores.
Bem, acho que você já sabe como esse atleta vai se sair na competição!

Agora mude o cenário e imagine você encarando o concurso do Banco do Brasil, PRF ou Receita Federal contra centenas de candidatos.
Você seria um concurseiro preparado para a prova ou um concurseiro despreparado como o atleta da história acima?

Você precisa treinar.
Você precisa estar bem preparado.
Você precisa simular o “combate”.

E isso você só consegue realizando provas anteriores e resolvendo questões da banca organizadora do seu concurso.

Você precisa treinar com questões para se adaptar a banca e gerar uma automação mental.
Quando você realiza um número de simulados e questões semelhantes, você cria uma automação, ou seja, seu cérebro entra no automático e realiza as questões de forma muito mais fácil. O seu olho fica calibrado para identificar o que a banca esta cobrando naquela questão.

Foque em questões da Banca Organizadora do seu concurso.

É impressionante como vemos questões repetidas ou semelhantes em provas diversas realizadas pela mesma banca organizadora. Se você treinar de maneira correta, com questões da banca organizadora, eu posso te garantir que na hora da prova você já saberá vários gabaritos só de olhar a questão!

Simule a prova.

Separe algumas horas e tente efetuar a resolução de um número específico de questões que simulem a extensão de sua prova.
Exemplo: As provas do concurso da Polícia Federal possuem 120 questões e podem ser realizadas no prazo máximo de 4 horas. Sabendo disso, você pode separar 4 horas em um dia qualquer e simular uma prova resolvendo 120 questões. Cronometrando assim o seu tempo, você terá uma dimensão de quantas horas levará para resolver sua prova oficial e ficará muito mais tranquilo no dia da prova.

Outro ponto importante: Saiba quantas questões caem de cada matéria, o peso delas e o mínimo para passar. Se organizando desta maneira você saberá quantas questões deve treinar no simulado e quais matérias devem ter um peso maior na simulação.
Não adianta nada estudar 1000 questões de língua portuguesa se o peso da matéria é 1 e serão cobradas 10 questões na prova, e estudar 100 questões de direito administrativo com peso 2 e com 40 questões na prova. Não faz sentido não é verdade?

Pois bem, não faz sentido, mas o que mais vejo por aí são concurseiros despreparados que não sabem nada sobre a banca, não sabem nada do edital e não se organizam. Se preparam de forma errada, aleatória e se acham “preparados” como o nosso atleta do começo da história.

Não perca tempo e comece agora mesmo sua preparação.

Como Superar o Desânimo e Desconforto para Estudar Para Concurso Público

sonhar-estudandoSabe aquele desconforto e indisposição que temos ao estudar determinados assuntos com os quais temos dificuldade ou resistência? Sabe aquela vontade de sair correndo da frente do livro ou da aula e “jogar tudo para o alto”? Você tem alguma estratégia para lidar com este fenômeno?

É disto que trata o presente texto, propondo algumas saídas e estratégias para superar esta situação.

O primeiro passo importante passa pela compreensão do que ocorre. E para tanto, considero de grande importância e utilidade entender o fenômeno a partir da teoria da aprendizagem desenvolvida pelo grande e emblemático Jean Piaget. Não é a toa que Piaget foi quem foi, um dos maiores nomes da história em termos de teorias da aprendizagem.

Para Piaget a aprendizagem ocorre por meio de um processo que envolve três etapas, as quais correspondem à Assimilação, Acomodação e Equilibração.

Assimilação é o primeiro momento de contato com o conteúdo a ser estudado. E nisto checamos o novo conhecimento com aquilo que temos apropriado. Afinal, nada vem do nada. Neste momento vem o desequilíbrio, a dificuldade, a angústia, o desgaste decorrente do esforço intelectual e cognitivo. No segundo momento, ou seja, na Acomodação, passamos a dominar o objeto de conhecimento e se apropriar do conteúdo, o que dá lugar à etapa seguinte, correspondente à Equilibração.

A partir daí podemos entender o que acontece na prática dos estudos. Quando estamos passando por aquela sensação de dificuldade e angústia, estamos na fase de Assimilação. E quando conseguimos entender o conteúdo e dominá-lo, chegamos à Acomodação, que dá lugar à Equilibração. Sabe aquela sensação de bem estar que temos quando entendemos a matéria? Então, é isto!

Inclusive esta sensação decorre de interações no plano bioquímico, envolvendo a atuação de mecanismos dopaminérgicos. Daí porque aprender pode dar prazer!

Porém, depois teremos outra experiência de Desequilibração, que se confunde com uma nova etapa de Assmilação, em relação a um novo conteúdo que precisamos dominar.

Ou seja, este processo é cíclico, dialético e interminável. Graças a Deus! Sinal de que estamos vivos!

Diante de todas estas compreensões, o primeiro aspecto importante é entender e tomar consciência do fenômeno. Quem explica não sou eu, é Piaget! E por isto digo que a verdade nos liberta, pois permite a tomada de consciência.

É bem verdade que também podemos recorrer a outras estratégias, inclusive para minimizar esta tensão inerente à fase de Assmilação.

Mas tendo a compreensão do fenômeno, nos momentos de dificuldade e angústia, devemos lembrar que isto só ocorrerá até superarmos a Assmilação. E que depois, após a Acomodação, experimentaremos uma prazerosa sensação regada a neurotransmissores geradores de satisfação.

Sempre que me vem esta sensação, a qual gera desânimo e resistência, tento seguir adiante sabendo que isto só ocorre até superar esta etapa.

E assim devemos seguir em frente e não desistir. Se desistir, estamos nos privando de passar à etapa seguinte.

Portanto, boa busca de Equilibração e superação da Assimilação!

Qual é o Melhor Horário Para Estudar?

Relógio

Estudar de dia ou de noite? Eis a questão!

Na verdade, cada pessoa possui um ritmo biológico e o horário de estudos deve ser definido levando em consideração esse ritmo.

É preciso considerar os hábitos do sono, o período em que se sente mais atento, disposto e produtivo, além da rotina diária de trabalho.

Recentes pesquisas apontam que 53% dos concurseiros brasileiros preferem estudar de noite ou de madrugada e 47% gostam mais de estudar pela manhã ou no turno vespertino.

O fato é que a maioria afirma que o horário mais tranquilo e favorável para a produtividade é depois de meia-noite. Será mesmo?

Apesar de os resultados das pesquisas apontarem a maior preferência pela noite e madrugada, todos os horários de estudo têm vantagens e desvantagens.

Cada um precisa escolher a hora ideal para se preparar para os concursos de acordo com seus próprios hábitos e estilo de vida.

Quer saber qual é o melhor horário para estudar? Então confira o nosso artigo e tire suas próprias conclusões!

Vantagens e desvantagens de estudar de dia

Após uma tranquila noite de sono, a tendência é que você tenha mais energia e foco durante o dia.

Além disso, a iluminação natural é melhor para o conforto visual e para a leitura.

Para completar, durante o dia as pessoas são mais acessíveis e você poderá tirar dúvidas com os professores do cursinho, com os administradores dos fóruns e com os seus colegas concurseiros.

Apesar da série de vantagens, quem estuda de dia está mais sujeito a distrações.

Além disso, será preciso dividir a rotina de estudos com muitas outras atividades, como por exemplo, o trabalho, a organização da casa, o pagamento de contas, dentre outros.

Vantagens e desvantagens de estudar à noite

Quem estuda a note pode se concentrar melhor, pois esse período é mais tranquilo e silencioso.

No máximo, os pássaros noturnos farão algum barulho, mas nada que chegue a incomodar.

Outro ponto positivo é que as redes sociais possuem menos atrativos à noite, já que boa parte dos amigos já está dormindo nessa hora.

O período noturno também é ótimo para a criatividade e retenção de conteúdos, porém, não é bom para a visão.

Outra desvantagem é que, possivelmente, ao estudar na parte da noite, a sua qualidade do sono poderá ser comprometida.

Você se sentirá cansado no dia seguinte e a sua capacidade de raciocínio e execução de tarefas também poderão ser penalizadas.

Dicas para se dar bem estudando a qualquer hora

  • Estude em um lugar tranquilo e bem iluminado, independente do horário.
  • Estabeleça uma rotina. Nada de estudar um dia de manhã, no outro à tarde, no outro à noite e no próximo de madrugada.
  • Procure não comprometer a qualidade do sono. Durma no mínimo sete horas por dia mesmo que você estude à noite ou de madrugada.
  • Controle seu tempo e não exagere nos estudos. É importante planejar o seu cronograma e incluir pausas na sua rotina de preparação para os concursos.
  • Aproveite ao máximo o seu tempo de estudo e, se perceber que o horário não está sendo favorável ao aprendizado, experimente estudar em outro horário.

E então, qual é a hora ideal para você estudar?

Você já testou a noite e o dia?

Lembre-se de analisar sempre se a sua rotina está sendo produtiva.

Não esqueça, ainda, de que a sua saúde não deve ser deixada de lado.

Portanto, se você estiver se prejudicando por consequência da sua maneira de estudar, é hora de rever os seus conceitos, certo?

 

Como Aumentar a Concentração nos Estudos e Sua Velocidade de Leitura

Pessoa estudando 0

Você gostaria de aumentar sua velocidade de leitura? Ser capaz de ler mais, em menos tempo, com o máximo de concentração?

Se você já viu a quantidade de matéria que é cobrada no edital do seu concurso, provavelmente respondeu sim. São páginas e mais páginas de conteúdo para ser estudado em pouco tempo.

Só de pensar no número de páginas que precisam ser lidas, compreendidas e memorizadas, chega a dar um “frio na barriga”.

Além da quantidade absurda de material para ler em pouco tempo, muitos (quase todo mundo) tem dificuldade de manter a concentração durante a leitura de um texto longo ou complexo com conteúdos que em muitos casos nunca foram estudados.

Mas, não desanime. É possível aumentar sua velocidade de leitura e a sua concentração usando algumas técnicas de leitura dinâmica.

Neste artigo irei lhe mostrar:

  • O que é leitura dinâmica;
    • Como identificar sua velocidade de leituraatual;
    • 04 maus hábitosde leitura que estão atrapalhando seu avanço nos estudos;
    • 03 técnicas que podem aumentar consideravelmente sua velocidade de leitura e concentração nos estudos.

O QUE É LEITURA DINÂMICA?

Livro com paginas aberta

 

Leitura dinâmica é um método que inclui um conjunto de técnicas que ensina como ler mais rápido e pode se tornar uma ferramenta muito útil para quem estuda para concurso.

Através da aplicação da leitura dinâmica podemos eliminar os principais vícios de leituraaumentar a concentração e melhorar a compreensão do texto.

Para você ter uma ideia do quanto a leitura dinâmica pode ajudá-lo nos seus estudos, saiba que, com alguns meses de treinamento, é possível quadriplicar a velocidade de leitura e, em alguns casos, ler até mil palavras por minuto, sem perder a compreensão do texto.

Seu objetivo ao aplicar a leitura dinâmica nos seus estudos, deve ser aumentar sua velocidade de leitura atual sem prejudicar a retenção e a compreensão do que você leu.

Por ser um assunto muito extenso e até complexo irei abordar apenas algumas técnicas que podem ser utilizadas imediatamente por você e que irá ajudá-lo a manter sua concentração e, por consequência, aumentar gradativamente a sua velocidade de leitura.

Antes de aprender como ler mais rápido, você precisa fazer uma auto avaliação para identificar qual é a sua velocidade de leitura atual.

COMO IDENTIFICAR SUA VELOCIDADE DE LEITURA

Livro velocidade de leitura

Você saberia me dizer qual é a sua velocidade de leitura? Tem ideia de quanto tempo você levaria para ler um livro de 100 páginas, por exemplo?

Para descobrir qual é a sua velocidade de leitura, siga os passos a seguir. Esse teste está no livro “Leitura Dinâmica para Principiantes”, de Tony Buzan, uma das fontes desse artigo. Vamos lá?!

  1. Escolha uma páginade uma revista ou de um livro e leia durante 1 minutoanotando o ponto de início da leitura e onde você parou;
    2. Conte o número de palavras em 3 linhas;
    3. Divida esse número por três para obter um número médio de palavras por linha;
    4. Conte o número de linhas lidas (fazendo uma compensação das linhas pequenas);
    5. Multiplique o número médio de palavras por linha pelo número de linhas lidas. O resultado corresponderá à sua velocidade de leitura de palavras por minuto.

A fórmula para o cálculo é a seguinte:

calculo de leitura

Agora anote esse resultado para ter uma base.

Curiosidade: você sabia que a velocidade média do brasileiro é de 170 a 190 palavras por minuto?

Se você está acima ou abaixo dessa média, saiba que essa velocidade pode aumentar quando você se livrar de alguns maus hábitos de leitura.

A seguir os principais maus hábitos de leitura que podem estar impedindo você de ler mais rápido.

4 MAUS HÁBITOS DE LEITURA QUE ESTÃO ATRAPALHANDO SEU AVANÇO NOS ESTUDOS

A forma como você lê pode atrapalhar muito a velocidade da nossa leitura. Alguns hábitos foram adquiridos ainda na escola enquanto você estava aprendendo a ler, outros ao longo da nossa vida acadêmica.

Como são hábitos antigos, possivelmente você nem se dê conta de como eles podem estar atrapalhando o avanço dos seus estudos.

A seguir, conheça alguns desses maus hábitos de leitura:

Mau hábito de leitura 1 – Vocalização e Subvocalização

Você precisa ler em voz alta para compreender o que está lendo? Precisa pronunciar palavra por palavra, mesmo que de maneira quase inaudível, apenas mexendo os lábios para conseguir permanecer concentrado durante a sua leitura?

Esse hábito provavelmente se originou na escola, quando o professor fazia você ler em voz alta sílaba por sílaba, para ter certeza de que você estava aprendendo a juntar as letras e os sons da forma correta.

Foi útil enquanto você aprendia a ler, mas hoje em dia essa prática só atrasa sua leitura.

Ao vocalizar ou subvocalizar você precisa adequar a leitura à velocidade da fala. Além de desperdiçar tempo, essa atitude torna a leitura tediosa e cansativa.

Como resolver esse problema: Para que você consiga aumentar a velocidade da sua leitura você precisa vencer o desafio de ler “dizendo” as palavras. Insista na leitura como unidade de pensamentos, pois ler é uma atividade mental, para a qual você só precisa utilizar esse circuito:

Livro Olho e Mente

Lembre-se: para entender o que está lendo, você não precisa falar nem ouvir.

No entanto, você ainda pode usar a subvocalização como sua aliada. Você pode usar sua voz interna (sem mexer os lábios) de maneira seletiva para enfatizar palavras ou conceitos importantes.

Mau hábito de leitura 2 – Releitura inconsciente

Você alguma vez já parou para contar quantas vezes você volta os olhos para uma frase que você acabou de ler?

Você pode se surpreender com o resultado.

Basta uma distração (“peraí, onde é que eu estava lendo mesmo?”) para que os olhos regressem para uma linha que já foi lida.

Pode demorar alguns segundos (ou até alguns minutos) para que você perceba que já havia lido aquela frase ou parágrafo (“acho que eu já li isso…”). 😮

Mau hábito de leitura 3 – Regressão consciente

É bem similar à releitura, mas é feita de maneira consciente. Acontece quando você sente a necessidade de voltar à linha ou ao parágrafo que acabou de ler por não ter certeza de que compreendeu o texto (“acho que eu não entendi isso direito”).

Além de atrapalhar a velocidade e o ritmo de leitura, pesquisas provaram que a releitura inconsciente e a regressão consciente não fazem diferença na compreensão do texto. Portanto, precisam ser corrigidos.

Como resolver o problema da releitura inconsciente e da regressão consciente:

A maneira mais fácil de livrar-se desses dois maus hábitos é manter o ritmo da leitura e resistir à tentação de reler. Mesmo quando você se perder ou achar que não entendeu o significado de uma palavra deve procurar prosseguir a leitura.

Evite interromper a leitura a cada palavra desconhecida que encontrar, pois isso prejudica o ritmo da leitura e a compreensão do que você está lendo.

Quando você encontrar uma palavra que ainda não conhece, sublinhe ou a anote separadamente. Se depois de ler o contexto todo você ainda precisar saber o significado daquela palavra, procure em um dicionário.

Depois que você tiver aprendido o significado “daquela palavra” desconhecida, caso ainda reste alguma dúvida, bastará uma releitura daquela parte específica onde à palavra aparece para consolidar a sua compreensão do texto.

Agora, se o texto que você está estudando apresentar muitas palavras que você não sabe o significado, procure não avançar muito na leitura: leia um bloco de texto e passe para a pesquisa do significado das palavras no dicionário. Agindo assim você facilitará o entendimento do texto e evitará perder muito tempo de leitura sem a devida compreensão do que está estudando.

Mau hábito de leitura 4 – Usar o dedo indicador como guia

Dedo no livro

Algumas pessoas costumam usar o dedo com um guia para os olhos durante a leitura.

Esse não é um hábito tão nocivo, já que nossos olhos foram projetados para seguir movimentos.

Mas, usar o dedo não é o ideal, uma vez que ele pode prejudicar a visualização de algumas palavras enquanto você lê. Nesse artigo irei mostrar uma técnica mais eficaz do que usar o dedo indicador para guiar a sua leitura.

Pode ser um pouco difícil se livrar desses vícios, no início. Mas, com a prática e a utilização das técnicas que listo a seguir, em pouco tempo você irá melhorar em muito a leitura e a consequente compreensão do que você estiver estudando.

3 TÉCNICAS PARA AUMENTAR A COMPREENSÃO E A VELOCIDADE DA LEITURA

Livro e lupa

1 – Técnica Skimming

O Skimming é uma pré-leitura rápida do texto a ser estudo que consiste em correr os olhos pelas frases procurando as palavras chaves do texto como: títulos e subtítulos, palavras destacadas em negrito, itálico ou sublinhadas.

Esse é uma leitura superficial para que você possa ter uma visão geral do texto, a ideia central.

É depois do skimming que você decide se vale a pena ou não continuar lendo, se o texto tem as informações que você deseja. Além disso, essa técnica torna o texto mais familiar, facilitando a sua compreensão.

2 – Técnica Scanning

Essa técnica é usada para encontrar uma informação especifica. Você pode scannear o texto, fazendo uma varredura de maneira objetiva procurando as informações que deseja.

Essa é uma leitura mais detalhada e atenta. Ela geralmente acontece depois de usar a técnica Skimming (agora que você já tem uma visão geral do texto e sabe que as informações que procura está ali, é hora de buscar os pormenores).

Se você sabe qual a informação que procura, pode pular as partes irrelevantes e ir direto ao ponto.

3 – Meta Guiding

É bem provável que você já tenha usado instintivamente essa técnica. Ela é simples e muito eficaz.

Consiste em usar um objeto para guiar os olhos sobre as palavras. Alguns usam o dedo indicador para isso, mas, como foi visto anteriormente, ele não é o guia ideal de leitura porque pode esconder algumas palavras.

Para aplicar o Meta Guiding corretamente você pode usar um objeto fino como um lápis, uma caneta ou mesmo uma régua transparente.

Como já citei neste artigo nossos olhos foram feitos para seguir um movimento. Ao usar essa técnica você consegue diminuir as distrações e é forçado a acompanhar o objeto guia, melhorando o ritmo e aumentando a velocidade de leitura.

Livro1

Depois de aplicar essas três técnicas, você estará pronto para ler o texto com mais cuidado, atenção e rapidez. Mas isso ainda exigirá um esforço consciente para vencer os maus hábitos de leitura.

É importante salientar que as técnicas Skimming e Scanning não substituem a leitura aprofundada, mas servem para preparar o seu cérebro para receber e assimilar as informações que virão a seguir.